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Felicidade Conjugal

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Moacyr Castellani
Publicado em: 
Estado de Minas

Dizem que vivemos uma sociedade democrática, onde as pessoas têm maior liberdade e autonomia sobre a própria vida. Ao contrário do passado, hoje em dia temos mais flexibilidade para conhecer, avaliar e decidir sobre relacionamentos. Nestes termos, os casamentos deveriam ser mais felizes e equilibrados, mas não é bem assim que acontece. Separações e desentendimentos ainda cercam e assombram nossos corações. Nunca foi tão difícil manter um convívio duradouro, mesmo com a possibilidade de experimentar as mais diversas relações.

Ora, o que fazer com esta liberdade se, em grande parte das vezes, não sabemos o que realmente queremos? Como ser livres para escolher quando ainda não conhecemos os meios para atingir nossos sonhos ? Muitos pensam que escolha é optar por algo pronto, encontrar um modelo que preencha expectativas. Vivemos constantemente preocupados em encontrar o parceiro ideal, como se já houvesse um exemplo de perfeição à espera de ser descoberto. De certa forma, somos livres para escolher mas não sabemos como.

Escolher não é simplesmente avaliar as pessoas por como elas são, mas essencialmente naquilo que elas poderão se transformar. Amar é também perceber dons e potenciais ainda não desenvolvidos. É conetar não somente com aquilo que o parceiro pode nos oferecer, mas também acreditar e trabalhar seus limites rumo a um crescimento autêntico. Nas palavras de John Welwood, Ph. D. " Uma conexão de Alma é uma ressonância entre duas pessoas que vêem, em cada uma, a sua beleza essencial, atrás das fachadas e que conectam o seu nível mais profundo. Este tipo de mutual reconhecimento provê um catalisador para uma potente alquimia. É uma sagrada aliança cujo propósito é ajudar ambos os parceiros a descobrir e realizar seus mais profundos potenciais ".

Ora, o verdadeiro encontro conjugal é um encontro de almas, onde cada parceiro está intensamente interessado no desenvolvimento íntimo do outro e de si mesmo. A verdadeira felicidade entre casais está no fato de cada um aceitar os limites e dificuldades do outro, mas acreditar também em seus potenciais incentivando o crescimento. Simplesmente aceitar o outro como ele é não basta. Precisamos ajudá-lo, ser um suporte motivando-o para seu desenvolvimento.

Mas, estimular mudanças munido de uma gama de expectativas torna-se fatal quando o que almejamos é somente a nossa própria satisfação. Amar é, antes de tudo, almejar mudanças para a satisfação do nosso parceiro. Se estamos mais preocupados nas mudanças do que no bem estar de nosso companheiro, algo vai errado. Nossas ações devem ser de coração. É a magia de aceitar e ao mesmo tempo estar disponível para mudar.

Para manter equilíbrio e felicidade numa relação é necessário maturidade e perseverança. Enquanto alguns impõem ou desistem, outros compreendem e acreditam. Uma boa dose de auto-conhecimento traz tranqüilidade e clareza pessoal, indispensáveis para qualquer encontro a dois, não é mesmo ? É uma via de duas mãos: quanto mais equilibrado é o indivíduo, mais feliz é a relação e vice versa. Aliás, há forma mais bela de existir?